quarta-feira, 14 de maio de 2008

É isso ai...

"Tudo que vai

Deixa o gosto,

deixa as fotos

Quanto tempo faz

Deixa os dedos,

deixa a memória

Eu nem me lembro mais..."


(Tudo que vai - Capita Inicial)


Tempos de definições são difícieis. Exigem de nós energia que por muitas vezes não temos - não é todo dia que queremos lutar contra sentimentos diferentes, que mudam a todo momento; Quantas vezes desejamos nos perguntar se realmente o amor acabou, se o que sobrou foi só carinho e preocupação ou se ainda pior se o que sobrou foram magóas e aquele sentimento triste e muitas vezes tortuoso da posse. Quando podemos saber saber se ainda existe um resquício mínimo que guardamos dentro de nós, a esperança do renascimento.

Separar-se de alguém que se amou é experimentar uma mudança de toda a maneira que naquele momentos vemos do mundo: E o que fica é a crença de que um amor verdadeiro resiste à tudo, e fica um gosto estranho de fracasso, como se nossos sentimentos e a pessoa em questão pudesse se resumir em termos tão maniqueístas.Separar-se de alguém que se amou, é antes de tudo triste. Mas tristezas como tudo na vida, passam. Desde que não a alimentemos.

A forma mais comum de alimenta-las é insistir em um contato nocivo por nos trazer naquele momento um certo alento, um tanto que duvidoso, mas alento: a voz conhecida, o choro que sabemos como estancar, a risada que nos lembra como erámos felizes, parece que nos sentimos mais seguros com o passado que conhecemos, com todos os seus conhecidos problemas, do que com a promessa de um futuro incerto. Alimentá-las é achar que isso pode, de alguma maneira, fazer bem para os dois. É como manter vivo um paciente com morte cerebral na esperança que um milagre o faça acordar sorrindo, curado.

Dói todos os dias que isso não acontece. E dói mais ainda quando, finalmente, ele morre - mas, então, enfim, todos ficam livres para seguir a vida.

A verdade é que, enquanto não decidimos se acabou ou não, se queremos aquela relação de volta ( com todas as neuroses, sofrimentos e desgastes que nos fizeram terminar) ou se ela faz parte do universo sem volta do passado. Nada anda,atolamos. Ninguém novo pode entrar, arejar os dias. Nem sozinhos ficamos bem. Só o vulto do passado nos acompanha, mesmos nas horas mais alegres. Não nos permitimos.

Enquanto não deixamos o passado para trás, não há futuro.


terça-feira, 6 de maio de 2008

Tempo de pedir desculpas!


Tenho amigas que não sabem a importância delas em minha vida! Com tantas coissas acontecendo: trabalho, faculdade, família...acabo que muitas vezes renego uma das coisas no qual dou maior importância em minha vida: A AMIZADE.

Essa semana acordo quinta, em pleno feriado com a notícia que Margô estava internada. Estava com uma rinite e também com anemia, essa na qual ela nunca tratou de verdade ( pois como ela própria define - "Só como comida amarela, lógico que sempre serei amarela!"). Para quem não sabe, Margô é uma das pessoas mais importantes em minha vida, uma melhor amiga que me conhece como ninguém desde de que me conheço por gente. Passamos por coisas inesquecíveis uma ao lado da outra, e até os piores momentos da minha vida, ela foi uma sopro de ar fresco! Como falar com ela me faz bem!! Posso escutar tudo de todo mundo, mas sei que a sinceridade de quem já passou pelas mesmas coisas que eu, não supera ao conforto que me dá ao escutar "Eu entendo você, Gabyxinha". Bom. isso tudo é meio para dizer o quanto eu sofri e fiquei chateada comigo mesmo, por não estar ao lado dela quando ela precisou. Queria estar ao lado dela vendo Bridget Jones, e rindo das bobagens que só nós duas achamos graça. Mas não tive tempo...como já disse reneguei a um momento que sei que ela precisava e muito de mim.Quando ela teve alta e me ligou, juro que tive vergonha...queria dizer o quanto me preocupei, o quanto que meus pensamentos durante o dia, estavam voltados para ela e mesmo sem dizer nada disso, ela leu meus pensamentos e disse "Eu entendo você, Gabyxinha...to com saudades de você, me ligue quando puder"...Que vontade eu tive de abraça-la naquele momento! Margôzinha é linda, um ser único, que eu tenho o privilégio de ter como amiga!

Uma vez li um texto, aquelas famosas correntes de e-mail, que falava sobre procurar tempo para estar com os amigos. Me lembrei do quanto estou ausente da vida de alguns. Sarah está vivendo uma das fases mais importantes da vida dela, e muitas das suas vivência, anseios e medos estou descobrindo e sabendo por terceiros, não porque ela não quer me contar, mas sim porque nunca tenho "tempo" para falar com ela!!Poxa, como gostaria de estar do lado dela...mas sei que isso não demanda só tempo, demanda paciência, demanda você muitas vezes estar na mesma sintonia que o outro e em alguns casos mesmo sem entender, aceitar ou concordar...acreditar no momento de que a pessoa está vivendo. Queria ter sido mais participativa nesses bons e maus momentos em que elas estão passando e não quero colocar culpa no tempo. Não existe falta do mesmo, para quem ama e quer estar junto! E como amo minha Pequena, e como quero estar

sempre presente na sua vida, mesmo que seja para dar broncas e reclamar pelas coisas que

quando tinha a idade dela, passei com muito menos maturidade. Minha irmãzinha está crescendo

e é um absurdo que eu não esteja por perto!

Por isso resolvi postar aqui...pois talvez as duas lendo em horarios e/ou momentos diferentes, percebam a importância delas em minha vida e o quanto mesmo não demonstrando sempre, elas são essenciais em minha vida!

Friends 2day

Friends 2morrow

Friends 4ever!!! heheheh

Seeempre!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

My almost lover


Não, eu não quero que você emagreça só para se sentir mais novo, ou mais bonito ou mais seguro...eu não me importo da nossa incasável busca por um ideal que nem sequer existe.Eu não quero que você me busque num super potente carro, eu só quero que quando você me beije, eu não deseje mais nenhuma força do universo. Estou pouco me lixando se o restaurante tem várias cifras no guia da Folha, mas gostaria muito que a gente esquecesse das mesas ao lado e risse a noite toda, eu até brindaria com "água"sem bolhinhas. Sério que tem uma pousada mega-master com ofurô em cima da montanha e charretes cor-de-rosa que trazem o café da manhã? Dane-se, se você conseguir passar, nem que seja algumas horas, encantado pela gente, essa será a maior riqueza que eu posso ganhar.
Sim, a tecnologia é mesmo fantástica, só que hoje eu queria sumir com você para um lugar onde não pegue o celular, não pegue a internet, não pegue a televisão, mas que a gente, em compensação, se pegue muito. Sim, sim, música eletrônica é demais, celebrar a vida com os amigos é genial, pular bem alto é sensacional. Mas será que a gente não pode colocar um Cartola bem baixinho na vitrola e dançar sozinhos no escuro, só hoje? Será que a gente não pode parar de adjetivar o mundo e se sentir um pouco? Eu procuro você desde o dia em que nasci, não, eu não dependo de você nem para andar e nem para ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado.
Só que estamos com um problema: vai ser um pouco difícil a gente se reencontrar porque tenho evitado de te ver.
Eu não odeio mais as garotas em série e seus namorados em série, eu não odeio mais a sensação de que o mundo está perdido e as pessoas lutam todos os dias para se parecerem ainda mais com o perdido ao lado, se perdendo ainda mais. Eu não odeio mais quem cuida do corpo mas esquece da alma, quem cuida do cabelo mas esquece da mente, quem cuida da superfície mas faz eco por dentro, quem coloca um peito de silicone mas esquece de dar mais uma chance ao amor. Eu não odeio mais a galera feliz em pertencer a um mesmo barco que não vai a lugar nenhum. Eu só acho isso tudo muito triste e prefiro não ver. Eu prefiro não fazer parte da feira que compete pra ver quem tem a casca mais bonita. Voando eu sei que você não vem, até porque eu jamais namoraria um super-homem: tenho horror a pessoas falsamente infalíveis. Não quero um homem que sempre vence, que sempre impressiona, que sempre salva e sorri impecável em dentes brancos e músculos ressaltados por um colant com as cores da bandeira americana.
Você pode ter medo de monstrinhos imaginários e dormir com a porta trancada, pode ficar meio tristinho quando, numa festa cheia de amigos, lembrar que é sozinho no mundo, pode perguntar assustado no meio da noite “aonde você vai” mesmo sabendo que é só um xixi, pode até fazer piada com o seu medo de estar vivo, e pode, inclusive, ficar sério e quieto, de repente, por causa disso também.
Não existe Orkut, não existe Messenger, não existe celular, não existe um supercelular que é máquina fotográfica, Orkut e Messenger ao mesmo tempo. Não existe o décimo quarto andar do seu prédio com 8 seguranças lá embaixo. Não existe a balada perfeita com 456 garotas iguais e programadas para te dar um amor levemente inexistente. Não existe esperar que a vida fique mais compacta, mais veloz, mais completa e mais fácil, assim como o computador.
Existe essa coisa simples, antiga e quase esquecida pela possibilidade infinita de se distrair com as mentiras modernas do mundo. Existe o amor, mas onde ele foi parar depois de tudo isso? Eu não tenho um portão para te esperar, como minha avó um dia esperou pelo meu avô e eles ficaram juntos por 70 anos. Talvez eu também seja engolida por esse mundo que cria tantas facilidades para a gente não sofrer.
Tenho medo de que tudo seja uma mentira e de verdade sinto que é, mas ainda acordo feliz todos os dias esperando que ao menos VOCÊ seja verdade.